Impressões Cinéfilas

Quinta-feira, Abril 20, 2006


FAROESTE, MAZZAROPI, VIOLÊNCIA E A LENDA EM CARTAZ

Às vezes atualizar o blog é trabalhoso, muito pela falta de tempo. Mas nada justifica eu não "reverberar" aqui textos que faço em outros espaços - algo muito bem feito pelo colega Leonardo Mecchi, redator da Cinequanon e autor do blog Enquadramento, já um dos meus favoritos (o cara é bom). Só que, diferente dele, eu prefiro dar a enxada para o leitor cavoucar. Então, seguem dicas de críticas e artigos meus que, acho, podem gerar interesse. E por favor, comentem se quiserem.

  • A ascensão de um novo faroeste - artigo sobre a possibilidade de o gênero western estar finalmente dando sinais de respiro, depois da fase inócua pós-Os Imperdoáveis - em que apenas Pacto de Justiça mereceu alguma relevância. Agora as coisas parecem estar diferentes.

  • Tapete Vermelho - crítica do filme de Luiz Alberto Pereira, em cartaz Brasil afora. É aquele em que o Matheus Nachtergaele incorpora Mazzaropi...

  • Filmes extremos e filmes extremistas - artigo em que faço uma humilde tentativa de explicar (e entender) essas duas vertentes, em que os filmes ora apostam na violência puramente por si mesma, ora como forma de extravasar as angústias dos personagens.

    E agora uma pequena celebração: entrou em cartaz por aqui um dos prováveis melhores filmes do ano: O novo mundo, do lendário Terrence Malick. Não vi e já gostei. Afinal, como bem disse o outro colega, Paulo Ricardo de Almeida, Malick nunca nos decepcionou antes.



  • Terça-feira, Abril 18, 2006


    LEONARDO VILLAR EM O PAGADOR DE PROMESSAS, DE ANSELMO DUARTE



    LEONARDO VILLAR EM A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, DE ROBERTO SANTOS



    Podem filmes tão perfeitos terem o ator perfeito? Estas duas obras-primas do cinema não apenas brasileiro, mas mundial, revistas por este escriba quase consecutivamente, respondem com um sonoro "sim" à pergunta imposta. E daí a resposta? Temos, aqui, filmes que nos impregnam com suas imagens poderosas, nos cativam com seus simbolismos, nos encantam com significados grandiosos em todos os aspectos. Filmes que justificam a existência do cinema enquanto propagador de significados. E o melhor: feitos aqui na terrinha.

    Sai fora, Daniel Filho e cia.

    Terça-feira, Abril 11, 2006


    VISTO E APROVADO:
    Os três enterros de Melquiades Estrada





    Triste, belo e melancólico filme de Tommy Lee Jones, em que o próprio brilha na atuação e na direção, amparado pelo roteiro redondo e esperto de Guillermo Arriaga. Premissa distantamente semelhante ao primeiro longa de Sam Peckinpah, Parceiros da morte; desenvolvimento lento, porém jamais arrastado e sempre envolvente; respeito e humanidade para com cada personagem, em especial o personagem-título, símbolo de amizade numa terra fria e sem laços fraternos, onde só mesmo o estrangeiro pode trazer alguma alegria de viver - e não por menos, ele não vai sobreviver nesse universo por muito tempo.

    Filme definitivamente faz nascer no cinema contemporâneo um outro tipo de western: mais reflexivo, contemplativo, em que batalhas entre pistoleiros dão lugar ao conflito pessoal e sentimental e as imensas paisagens desérticas refletem o também deserto interior de quem por ali transita. O filme de Lee Jones, junto com com A proposta, de John Hillcoat, e mesmo o incensado O segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, deixa a sensação de que a fase pós-Os imperdoáveis finalmente ganhou realizações de nível, numa literal pós-modernidade desse gênero que insiste em não nos abandonar. Que venham mais e mais.

    A previsão é de que Três enterros deva estrear no Brasil ainda em abril.

    PS: quem sabe agora o mundo abre os olhos para o talento desse rosto mais desconhecido do cinema americano que é Barry Pepper. Sempre simpatizei com esse rapaz de 36 anos, eficiente em cada uma de suas interpretações, com aquela cara de homem comum e expressividade intensa e sofrida. Aqui, ele passa pela penitência de ter cometido um erro e está num momento-ápice de sua carreira discreta, coroada por êxitos ao lado de gente do cacife de Spike Lee, Steven Spielberg, agora Tommy Lee Jones e, em breve, Clint Eastwood.

    Quarta-feira, Abril 05, 2006


    O PLANO PERFEITO E OUTRAS COISAS

    Apesar dos sumiços constantes no blog, continuo em minhas pitacadas pela internet afora. Em especial no Digestivo Cultural, mas agora também no Cinequanon, site para o qual fui gentilmente convidado a colaborar pelo editor Cesar Zamberlan. Ainda estou engatinhando, mas logo pego o ritmo - se os lançamentos do circuito de Juiz de Fora ajudarem. E claro, meu filhote mais querido, o Cinefilia, continua, apesar de em marcha lenta. Mas morrer, jamais!

    Falado tudo isso, sugiro aos amigos e leitores conhecerem minha crítica ao novo filmaço do Spike Lee, O plano perfeito, que segue em cartaz. Escrevi um artigo no Digestivo e um texto mais elaborado no Cinefilia. Segue um trechinho:

    Spike Lee impregna seu assalto com elementos que o fazem o polêmico e significativo diretor que ele é. A característica mais presente em "O Plano Perfeito" é o choque racial decorrente do crime narrado no filme. Qualquer diálogo de dois minutos envolvendo raças e credos no filme é imensamente mais carregado de complexidade, intensidade e relevância do que toda a metragem do engodo chamado "Crash - No Limite", de Paul Haggis e ganhador do Oscar 2006 de melhor filme. Lee faz com categoria, classe e conhecimento de causa, com poucos personagens em cena, o que Haggis cospe no seu roteiro envolvendo dezenas de pessoas.

    Ah, e pra fechar, aviso ainda que estou nas bancas na nova edição da revista Pipoca (cuja capa é V de vingança), com três matérias; e em breve numa pequena participação na segunda edição da Paisà.

    Como diz um amigo meu: a cada enxadada, uma minhoca.

    Segunda-feira, Abril 03, 2006


    MÊS DO DVD

    Haja bolso pra agüentar tanto lançamento legal e imperdível. Nas lojas físicas ou virtuais, pretendo adquirir, com certeza:

















    E claro....





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