| Impressões Cinéfilas |
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Blog para os pensamentos e idéias do jornalista Marcelo Miranda (residente em Juiz de Fora - MG) sobre filmes e cinema em geral. |
Domingo, Maio 21, 2006
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16:24
by MARCELO MIRANDA Terça-feira, Maio 09, 2006
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00:55
by MARCELO MIRANDA
Como fã alucinado de 24 horas (pra mim, fora Arquivo X, a melhor série de TV desde muitos, mas muitos, mas muuuuuuitos anos) e também alucinado pelo talento de Kiefer Sutherland no papel principal - mais que isso, no papel de sua vida - , adoro dar umas boas risadas quando ele aparece descontraído. Como nesse trecho de uma entrevista ao Jay Leno, em que ele mostra ao vivo as várias facetas de Jack Bauer... Cliquem aqui e vejam por si mesmos. Curtinho e divertido, vale a pena. Sábado, Maio 06, 2006
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00:09
by MARCELO MIRANDA
Novamente o cinema selvagem de Samuel Fuller se mostra acima de todas as expectativas num filme... selvagem. Cão branco mescla racismo e violência, temas principais de uma produção simples, barata, direta, que aposta numa tensão constantemente presente a cada cena e que explode nos 10 minutos finais. Coisa de doido o desfecho, aliás. O filme foi proibidíssimo nos EUA, na época do lançamento em 1982. Fuller precisou levar a obra para a Europa para não tê-la cortada e completamente desvirtuada. No velho continente, foi recebido como o gênio que sempre foi, e Cão branco como a obra-prima que é. Anos depois, o longa foi exibido na TV americana, obviamente todo modificado, tirando completamente sua carga ousada e subversiva sobre a questão do racismo. Até hoje, pelo que sei, o filme não existe em DVD por lá. Chegou a ser exibido constantemente no Telecine aqui no Brasil, mas agora não sei mais. Bem que a Aurora podia trazer pro país em DVD. Se trouxe até o esquisito Tubarão, também do Fuller... Sexta-feira, Maio 05, 2006
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19:56
by MARCELO MIRANDA Quarta-feira, Maio 03, 2006
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00:12
by MARCELO MIRANDA
O original de Wes Craven lançado em 1977 já não tinha um título em português dos mais inspirados: apesar de antológico, Quadrilha de sádicos não condizia com o que o filme mostrava, de fato. Agora, vem a refilmagem nas mãos do francês Alexandre Aja. E como será chamado no Brasil? Viagem maldita. Putz... Alguém mate esses "tradutores". E pensar que "The hills have eyes" é um dos títulos de filme de horror mais legais, oportunos e sombrios de todos os tempos. Terça-feira, Maio 02, 2006
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23:19
by MARCELO MIRANDA
Terror pauleira com sangue, tripas, suspense, tensão. O que mais me agradou no filme foi a peculiaridade da trama: em vez de colocar um bando de jovens na mira de um psicopata amalucado, temos aqui um bando de jovens à mercê de alguma doença misteriosa da qual eles não podem fugir. E quem são os "vilões" do filme? Eles mesmos - ou seja lá quem cruzar seus caminhos. Acho que Eli Roth fez aqui o que Sam Raimi fizera tão bem no seu já clássico A morte do demônio: reuniu equipe disposta a trabalhar por pouco e fervilhantes de criatividade e muita vontade em soar autenticamente gore. A certa altura, cheguei a achar alguns momentos meio patéticos, mas depois pensei: "e daí?". A simplicidade e despretensão de Roth é tanta que o filme flui admiravelmente, guardando em medidas generosas altas doses de assombro e pavor. Muito bom. O ALBERGUE (Hostel, 2006)
E então Quentin Tarantino decidiu apostar no jovem talento Eli Roth e bancar sua empreitada seguinte. Particularmente, achei o resultado inferior à estréia em Cabana do inferno. Sim, o diretor está mais sofisticado, a produção é muito melhor, mesmo a utilização da linguagem cinematográfica está superior (no filme anterior, havia alguns cortes meio esquisitos). E claro, a violência é quase triplicada, com direito à utilização das mais variadas ferramentas de tortura. Porém, Roth aparentemente se preocupou por demais em soar "o" cara violento, "a" salvação do cinema de terror politicamente correto americano. Ou seja, aqui há mais pretensão, e conseqüentemente menos espontaneidade e - pensa bem! - menos inocência de sua parte. Porque se Roth prometia ser um diretor diferenciado no gênero, era pela criatividade literalmente à flor da pele e a busca quase insana em se utilizar de cenas sangüinolentas sem a preocupação de parecerem sangüinolentas. Não é assim em O albergue: a cada instante de sadismo, temos menos a mão de Roth e mais a sua mera vontade em se sobressair no meio - com direito a alguns momentos meio desnecessários, como o atropelamento mais ao final e, quiçá, a vingança no banheiro. Se funciona, ótimo pra Roth - e mesmo pra nós, que podemos esperar novos trabalhos dele. Mas pra mim, sou mais a desfaçatez e porra-louquice de Cabana do inferno aos empresários engomadinhos e sedentos por sangue de O albergue.
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